Câmara incentiva fixação de jovens casais

A Câmara de Penela apresentou um programa de fixação de jovens casais no concelho que inclui apoio financeiro na aquisição de casa e subsídios por cada filho. Ontem também foi dado a conhecer um novo empreendimento de habitação a custos controlados.

Quem tiver filhos receberá um subsídio mensal durante os primeiros três anos de vida da criança; quem quiser comprar ou construir casa nova, ganhará um apoio no valor de 2500 euros. Será assim a partir de 2008 no concelho de Penela.
A autarquia está empenhada em combater a interioridade e promover a fixação de jovens ate 35 anos no concelho e ontem foram dados os primeiros passos nesse sentido, com a apresentação do Programa de Apoio à Fixação de Jovens Famílias “Penela Jovem”, dando igualmente a conhecer um novo investimento privado de habitações a custos controlados, que vai nascer na vila (ver caixilho).
Para o presidente da Câmara Municipal este é “um momento marcante” na vida de Penela, considerando-o mesmo como “o mais importante” do seu mandato, que completa dois anos no próximo mês. “faz todo o sentido lançar agora este programa porque entendemos que esta criada uma nova ambiência à volta e Penela”, afirmou Paulo Júlio, durante a sessão de apresentação.
Combater o crescimento natural e negativo e o baixo índice demográfico foi, segundo o edil, o “ponto de partida” para criação destes novos incentivos que não são mais do que “uma peça do puzzle” do desenvolvimento sustentável do concelho, previsto no Plano de Desenvolvimento para a Inovação, Competitividade e Emreendedorismo. “Penela vai-se continuar a bater por um território competitivo”, afirmou o autarca, convicto de que é nece4ssario criar novos factores de atractividade com os méis disponíveis para “podermos mudar este estado de coisas”, afirmou, referindo-se aos “males da interioridade” com que o concelho que lidera de debate.
Os meios disponíveis passam, precisamente, por criar incentivos a quem reside no concelho, para que não saia, e a que está fora, para que encontre em Penela motivos fortes para a escolher como local para viver. “Queremos viver aqui!” assume-se como o mote para o programa, dirigido às famílias com idade até 35 anos, que abrange um conjunto de incentivos concretos consubstanciados nas modalidades de apoio à 1ª infância e apoio à habitação.
No primeiro caso a autarquia atribui um subsidio mensal durante os três primeiros anos de vida das crianças no montante de 20 euros para o primeiro filho, 25 euros para o segundo e 30 euros para o terceiro e seguintes. No caso da habitação a Câmara Municipal compromete-se a incentivar a construção ou aquisição de cãs própria no concelho com 2500 euros.

Habitação de qualidade a custos controlados

A construção de uma urbanização de habitação a custos controlados na Camela é outro dos «sinais» da «atractividade do território» que a autarquia pretende passar para as famílias. Sendo privado, o empreendimento resulta, no entanto, de uma iniciativa da Câmara Municipal que lançou um concurso público para a sua construção de que saíram vencedores a empresa Lúcio da Silva Azevedo & Filhos e João Álvaro Rocha Arquitectos Lda..
A filosofia do projecto, que se pretende começar a erguer no final do ano, não é a de habitação social. Muito pelo contrário, há reconhecida «qualidade» das habitações que, destacou o autarca, até se localizam «na melhor zona de expansão do concelho».
Ao todo está projectada a construção de 48 habitações (26 do tipo T3 e 12 do tipo T4), num terreno com uma área aproximada de 13 mil metros quadrados.
Os espaços de uso colectivo não foram esquecidos, até porque, segundo o arquitecto responsável, «eles são fundamentais para a qualidade de vida nos edifícios», estando prevista a existência de cobertos vegetais de uma considerável dimensão e percursos pedonais, assim como uma zona para comércio. «A nossa maior ambição na construção deste empreendimento foi construir qualidade», afirmou o arquitecto João Álvaro da Rocha, responsável pelo projecto.
Os preços das habitações são de 70 mil e 80 mil euros, respectivamente para T3 e T4, prevendo-se que, 20 meses após o início da obra, se possam começar a adquirir as primeiras
casas.
 

Fonte: Diário de Coimbra